Fogo & Chama Steak House

Local: Ponta do Morcego (após o Bari Palesi), Praia dos Artistas. Entrada pela rua entre o Chaplin e o Mamma Italia.
Perfil no Twitter – @FogoeChama

Telefone: (84) 3202-1971 e 9991-4342

Horário: de segunda-feira a quinta-feira, das 11:30 às 15:30h, resumindo das 18 às 23:30h; de sexta-feira a domingo (e feriados), das 11:20 às 23:30h.

Estacionamento: num terreno próprio, imenso, do outro lado da rua, com vigilância própria.

A outra foto que eu tirei ficou muito pior, mas a culpa foi do sol.

Recém-inaugurado, o Fogo & Chama fica provavelmente no lugar mais bonito da cidade, e isso por dois motivos: fica de frente para o mar com uma visão excelente da ponte Forte-Redinha e, em especial, fica de costas para uma das orlas mais horrendas do país (na verdade, ela fica meio de lado, mas já é suficiente). A Ponta do Morcego é um dos locais mais tradicionais de Natal e, talvez justamente por isso, um dos mais negligenciados por todos os prefeitos e prefeitas que tivemos nos últimos vinte anos (houve uma “revitalização” há alguns anos que consistiu apenas no calçamento da rua, colocação de dois ou três postes e uma placa com um poema de Zila Mamede – que morreu no mar -, placa esta que já está completamente ilegível. De que adianta revitalizar e não manter?).
Dificilmente um turista achará alguém que não saiba informar onde fica a Ponta do Morcego, especialmente se já tiver chegado à Praia dos Artistas.
Finalizando minha crítica política, vamos ao restaurante.

Em primeiro lugar, quando eu voltar lá, evitarei todo e qualquer peixe. Talvez seja uma maldição de churrascarias, mas nunca comi um peixe que preste em nenhuma e a Fogo & Chama não quebrou o paradigma. Tanto o meca com alcaparras e azeite (que não cozinhou direito e estava com um gostinho meio estranho) quanto o bacalhau com batatas e ovos, que não estava ruim mas também não me fez querer comê-lo novamente num futuro próximo.
Quanto ao balcão de sushi, só dei uma olhada. Novamente, a maldição não deixou que os bolinhos me apetecessem.
Pronto. Excluindo os vertebrados aquáticos, tudo que comi do rodízio estava excelente.

A carne é muito boa, toda ela. As picanhas, tanto bovina quanto suína, vêm no ponto (e não quase queimada ou ainda crua, como o Sal e Brasa vem fazendo recentemente após vender tanto cupom), a costela é uma delícia, os três cortes de carneiro que vi passando (carrê, costela e pernil) estavam sem defeitos e o leitão à pururuca foi o único que comi em toda a minha vida que estava do jeito que é para ser (com o torresmo crocante, a gordura macia e a carne suculenta, sem nenhuma fase intermediária de couro borrachudo). O único!

Belíssimo ambiente trabalhado em madeira. Clicando, a imagem cresce.

O bifê é bem variado, com vários tipos de salada, pratos quentes, queijos e demais guéri-guéris padrões. Duas surpresas agradáveis foram a presença de lagosta (tanto grelhada, na casca, quanto em uma salada de batata) e de manteiga do sertão junto aos condimentos-padrão (azeite, Tabasco, geleia de menta, etc). Este último parece um detalhe irrelevante para quem tem uma garrafa em casa todo dia, mas para um turista que só ouve falar da ilusiva “manteiga de garrafa” pode significar a realização de um sonho (especialmente quando combinada com a incrivelmente macia carne de sol que eles servem no espeto).

Outra coisa que achei interessante na mesa de frios foi um carpaccio de abacaxi que, de tão fino, era praticamente transparente. E doce, muito doce.
O visual é tão estranho que a bandeja estava intacta, como se os demais convivas tivessem pensado se tratar de um enfeite estilizado ao invés de uma delicada guloseima. Aprovei.

Existe um balcão separado só com queijos duros e azeitonas onde, infelizmente, apenas o parmesão sobreviveu ao ambiente. Os outros laticínios foram cortados tão finos quanto o abacaxi aludido acima e, por consequência, ficaram secos e sem suas características palatáveis que tanto apreciamos. E as azeitonas, geralmente meus acepipes de encerramento, estavam de molho em água limpa, que lhes tirou todo o sabor (e o sal – mais sobre isso no Palavra de Meire abaixo). Especialmente das unidades descaroçadas.
Para compensar, as batatas portuguesas (basta pedir ao garçom e elas vêm direto à mesa) foram as melhores que já comi em Natal. 100% crocantes, 0% oleosas.

Vista da ponte. Clicando, a imagem aumenta.

Fugindo um pouco do meu modus operandi, aceitei uma porção de arroz à piamontese (também trazido à mesa) e achei excelente. Mas como em churrascaria eu evito carboidratos, não repeti.

O ambiente, apesar das imensas janelas filtrando o sol mais nocivo da América Latina, estava agradavelmente frio onde me sentei (a duas fileiras da parede que suporta o condicionador de ar gigante). Dei uma voltinha e notei que nem todos os pontos eram tão termicamente confortáveis, especialmente os mais próximos aos painéis de vidro, mesmo com apenas quatro ou cinco mesas ocupadas (fui num almoço de segunda-feira). Quando fui, tocava uma música suave numa altura tolerável e, fora um barulho de liquidificador que veio vez por outra da cozinha, o local estava bem tranquilo e agradável.

Mesmo com essas janelas enormes, o sol da uma da tarde não incomodou.

Existe ainda um segundo piso que, pelo que pude constatar, aparenta ainda não estar em uso, mas que dobra (ou quase) a capacidade do restaurante e conta com uma varanda que inclui, além de mais mesas, alguns sofás. Especial para os turistas (sério, quem vier de outro estado vai se surpreender com o lugar) como pode ser visto no vídeo abaixo.

Nenhuma observação quanto ao serviço, a não ser esta: totalmente excelente.
Garçons educados, eficiente e prestativos (como demonstra o exemplo da salada, abaixo). Fiz uma pergunta a um deles e ele claramente disse que não sabia a resposta e foi chamar o maître. Em outros lugares, teria ficado gaguejando, tentando responder mesmo sem saber.
Esse tipo de atitude é sinal de um bom gerenciamento.

Palavra de Meire
A salada de batata com lagosta é uma delícia! Tudo no ponto, a lagosta firme e, principalmente, sem cheiro de mar.
As azeitonas ficam de molho provavelmente para perder um pouco do sal. Isso é coisa de nutricionista, eu acho.
E eu não gostei da cara das saladas já prontas (muitas já vinham temperadas e eu não quis arriscar) e um garçom na hora disse que poderiam preparar uma do jeito que eu quisesse e levariam à mesa. Adoro quando garçons se adiantam ao cliente.

Eu achei o lugar a coisa mais linda do mundo, mas essa sensação eu tenho sempre.

Ao lado da porta de entrada existe uma escadaria que leva a uma loja de vinhos no subsolo, a Expand, onde é possível comprar uma garrafa “a preço de adega” para se consumir o vinho no restaurante, sem taxa de rolha.
Eu achei a seleção um pouco reduzida, não em qualidade, pois não sou metido a entender de vinho (apenas bebo e acho bom), mas em quantidade. A adega é razoável e com bastante espaço mas fiquei com a impressão de que tinha pouca variedade.

O rodízio, incluindo o bifê completo, custa R$49,50 no almoço de segunda a quinta-feira e no jantar da semana toda, enquanto o almoço no fim de semana, a partir da sexta-feira, custa R$58. Mais caro que Sal e Brasa, porém, pelo menos por enquanto, vale a pena.
Segundo o proprietário me disse, eles aceitam reservas para grupos com vários tipos de pacotes com preços fixos e itens incluídos. Por exemplo: com água e refrigerante; água, refri e cerveja; e etc.
O cardápio já está desatualizado e ainda diz que vão abrir oficialmente dia 04/11, enquanto o perfil no Twitter diz 29/11. Fui lá dia 12.
Não tirei foto da comida porque é uma churrascaria. Vocês entendem, né?

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15 Respostas para “Fogo & Chama Steak House

  1. guilhermeatencio

    Bah.
    Gostei de tudo.
    A gente vai nesse quando eu for fazer turismo por aí? 😀

  2. Gente fresca é assim mesmo, tem sempre que reclamar de algumas coisas pra poder aparecer néh ? Será que ao menos você pagou a conta à vista, ou foi à base de cortesia? Vai te catar !

    • Antes ser honesto e ter minha própria opinião do que ser uma covarde anônima que acha bom qualquer porcaria que colocam em sua frente e não reclama com “medinho” caso alguém descubra quem é.
      E essa animosidade infantil quanto à conta é inveja? Você não pode pagar, é isso? Coitada.

  3. Claudia Galindo??!!!

  4. A churrascaria é muito bonita, a comida é excelente, mas na penúltima foto tem uma jovem que abrilhantou toda a pagina. Ela é singelamente linda e seu sorriso conquistador.

  5. Junior Yoshiga

    Almocei la na sexta feira e foi tudo uma maravilha, otimo ambiente e atendimento, mais a carne não tem comentarios, a melhor que ja comi no nordeste!!! Degustei a carne bem assada e os churrasqueiro e passadores estão de parabéns…

  6. nota 10 un dos melhor restaurante

  7. Milton Santos

    Fiquei encantado com o lugar. Aconchegante, bonito e limpo. Garçons muito atenciosos. Sem falar na comida. Lagosta, churrasco e comida japonesa de primeira. Nota mil.
    Recomendo a todos que vão a Natal conhecer.

  8. Sou proprietário de um restaurante Italiano em Sao Paulo, estarei em Natal para passar este feriado, minha agenda era conhecer apenas as praias e restaurantes de frutos do mar, porém, com certeza irei até a Fogo e Chama, experimentar, estou surpreso com as fotos, depois eu conto minha aventura gastronômica, abraços a todos.

  9. Mislaine Henrique prado

    Jantei c/minhas filhinhas e meu esposo,adoramos otimas carnes,Otimo atendimento,a comidinha japonesa deliciosa estao de parabens!!

  10. nao tenho oque falar

    • Conforme falei anteriormente, fui a Natal e visitei, a FOGO E CHAMA, foi uma grata surpresa, é uma Churrascaria Rodízio, que nao perde em nada para as melhores de Sao Paulo, sua mesa de saladas e camarões e LAGOSTAS grelhadas, nos faz se sentir menos culpado pelo pecado da Gula, parabéns a toda a equipe, desde o motorista da Van que nos buscou no Hotel como cortesia da Churrascaria, até a equipe de limpeza, que faz uma casa enorme de frente ao mar, limpissima, inclusive as grandes janelas de vidro que dão para o mar, tudo é um charme, em Natal, nao percam a chance de visitar, Abraços, Wilson.

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