Restaurante Oriente – self service

Local: Prudente de Morais, esquina com a Mipibú (na esquina oposta ao antigo Papa Jeriumum e do outro lado da rua da Unimed), 358, Petrópolis

Telefone: (84) 3212-3153 (entregam em casa)

Horário: das 11:00 às 15:00, segunda-feira a sábado para almoço e não faço idéia da hora noturna, pois nem sabia que tinha até revelar a foto da placa abaixo.

Estacionamento: só na rua, especialmente na Mipibú, se der sorte dá até para pegar uma sombra, sem flanelinha mas com segurança do restaurante olhando os carros.

Preço por quilo: R$27,50


Mais um self-service que vale a pena frequentar.

fachada

placa

O grande diferencial do restaurante é a consistência.
Todo dia que você for lá vai encontrar os mesmos pratos, com exatamente o mesmo sabor, na mesmíssima ordem (Rain Man gostaria muito de lá).

Um bom self-service tem que ser assim, manter um padrão eterno; nada de surpreender o cliente com um bife acebolado num dia e um file de tainha no outro.
O yakisoba, por exemplo, é excelente, só é meio massudo. Mas é uma massividade com a qual você pode contar sempre.
Você pode acertar seu relógio pela comida de lá, de tão constante que é.
E para garantir isso, eu sempre vejo uma mocinha por lá, andando com um daqueles termômetros digitais a laser que medem a temperatura a distância e um fichário, checando alguma coisa. Creio que ela seja nutricionista, porque é isso que diz na bata dela.
Sim, ela trabalha de bata.

Lá tem muita comida chinesa, como arroz oriental (aquele que parece “à grega” mas não é), frango xadrez, carne desfiada com cebola (e muito molho), frango frito (meu favorito), rolinhos primavera de carne, queijo e doces (acho que esses últimos dois não são considerados “primavera”, mas em Natal não temos estações definidas) e um BALDE de molho agridoce. Sério, é um balde de uns cinco litros da poção mais vermelha e mais deliciosa que pode existir (mancha a roupa como poucas coisas mancham roupas, mas sempre sai na lavagem).
Eles também contam com comida brasileira, como feijão, arroz branco, filé, churrasco, lasanha, coisas empanadas, saladas variadas, etc. Comidas típicas de restaurantes desse tipo.
Eu não sei porque eu não como, fico na parte chinesa.
Mas fora isso, ainda tem uma parte japonesa, com muitos sushis e com uma apresentação interessante (novamente, sushi não é meu forte e nunca comi isso lá).

O lugar cresceu bastante. Eu vou lá desde que abriu (não lembro o ano, mas foi do começo pro meio da década de 00) e o vi crescer, se não por outra coisa, por pura necessidade.
Antes da ampliação sempre que eu ia precisava ficar rondando com meu prato já feito, esperando alguém desocupar uma mesa, mas hoje em dia isso não é mais problema, sempre tem vaga.

Por falar nisso, o restaurante é dividido em quatro ambientes: o primeiro, mais perto do buffet e da porta onde ficam os afobados que acham que lá dentro não tem lugar e que não sentem calor (com a porta abrindo e fechando o tempo todo mais o calor da comida, fica quente mesmo); o segundo é um corredor com muitas janelas e tráfego; o terceiro é uma ilha de calma, mas ainda muito claro para meus olhos sensíveis e minhas glândulas sudoríparas ultraexcitadas, e; meu espaço favorito, sem janelas, pouca gente e muito frio. Nesse último o ar-condicionado realmente mostra presença, já que não tem janela nem porta abrindo e fechando. Apesar do isolamento, garçom não é problema pois sempre tem um inspecionando o local.
Ah, nesse último ambiente ainda tem uma TV, para quem gosta (eu até vejo, pois sempre vou na hora do RNTV).

sucoSempre (ou quase) que eu vou peço um suco de limão, porque é feito na hora e do jeito que eu gosto. Espumante.

Eles têm uma filial na Galeria Princesa Isabel, mas eu só fui lá uma vez, há muito tempo (lembro de ter me afobado, porém) e estão construindo outra noutro canto que não lembro agora.

Uma observação se faz necessária: o dono de lá (acho que é paulista) mostra que é possível crescer num negócio com dedicação e sem sacanagem ou mesquinharia.
Lembro de uma vez que o preço do gás aumentou e ele colocou cartazes no lugar dizendo que o preço ia ter que subir por causa disso e para manter a qualidade.
O Oriente é o restaurante mais barato dos que eu frequento e é também o melhor.
Como é que pode? Respeito com os clientes.
Na comanda onde eles anotam o peso do prato e o valor dos sucos, há um aviso: “em caso de perda desta, será cobrado o equivalente a 1Kg de comida”. Tem restaurante aqui que cobra três quilos e um que ameaça cobrar duzentos reais em virtude de perda, já supondo que o cliente é ladrão e “perdeu” o papel de propósito. E isso os que anotam num papel e não usam um sistema de cartão em que você não sabe quanto sua conta deu até passarem numa maquininha.

Agora, a minha dica: se você não trabalha na sexta-feira a tarde (como eu) e gosta de camarão (diferentemente de mim), vá lá, pegue uma mesa bem no fundo e inicie o seu fim-de-semana com muito camarão ótimo (me contaram que é muito bom) e algumas latinhas de cerveja.
Sim, eles vendem cerveja lá, Skol e Bohemia.
Mesmo preço do suco.

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Uma resposta para “Restaurante Oriente – self service

  1. Eu já ia brigar, mas como tem comida nacional não reclamo mais. E se eu tivesse lido ontem teria almoçado lá, pois tava bem pertinho.

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