Mina d’água – self service

Minha primeira recomendação exclusivamente diurna, pois não como só de noite…

Local: colado com a agência do Banco Real na Campos Sales (a mais próxima da Prudente), 622, quase na esquina com a Mossoró, Petrópolis.

Telefone: (84) 3222-4710

Horário: de segunda-feira a sábado, das 11:30 às 14:30hs.

Preço por quilo: R$28,90

Estacionamento: três vagas na frente, mas é permitido estacionar tanto à calçada como ao redor do canteiro central, com flanelinha.


Um self-service diferenciado que merece atenção, especializado em comida mineira.

Eu pediria licença ao dono do prédio vizinho e toraria esse galho.

Eu pediria licença ao dono do prédio vizinho e toraria esse galho.

entrada

Nunca visitei o interior de Minas Gerais, mas achei o ambiente muito sertanejo nordestino. Muitas quinquilharias espalhadas por prateleiras de budega, chapéus de couro, cabaças (ou chucalhos, dependendo do interior que o tenha parido), estribos, o teto é forrado com esteiras de palha e etc. Se não fosse pela enorme bandeira branca com um triângulo encarnado com Libertas Quae Sera Tamen escrito ao redor, eu juraria que estava num restaurante seridoense.
Aliás, fiquei com a impressão de que o local é parceiro da Secretaria de Turismo de Minas Gerais, pois existem muitos pôsteres de “visite Minas” e afins.

Cheguei lá meio-dia e meia de uma segunda-feira e o lugar não estava cheio, pelo menos metade das mesas ainda estavam desocupadas. Mas pela localização e qualidade, eu acho que tende a ficar cheio mais tarde.
Ambiente climatizado numa temperatura agradável (não faz frio mas também não senti calor) e com um condicionador de ar ainda desligado, para o caso de encher de gente quente demais.
O fato de não fazer calor lá dentro já diz muito sobre a organização, pois eles não usam o método tradicional de água quente para manter as comidas mornas, mas um enorme forno a lenha, no meio do salão.

O subtítulo “tradições culinárias” escrito na fachada se refere à continuação de uma linhagem de fazer comida boa, só pode.
Eu estava com pressa e com pouco dinheiro (na porta havia um aviso dizendo que o sistema de cartão estava temporariamente fora do ar), por isso não pude testar muito, mas o que comi, o fiz com gosto.

Enquanto me decidia, o dono veio me perguntar se eu já conhecia os pratos. Disse que não e ele prontamente pos-se a explicar um por um.
Novamente, por estar com pressa, não esperei a palestra inteira e fui direto no “prato principal”, uma costela suína cozida com laranja que merece ganhar algum prêmio de prato mais gostoso da região. Ela não só se desmancha na boca como algodão-doce mas também espalha sabor por todas as regiões do cérebro. Em um certo momento eu acho que cheguei a ouvir o sabor da costela.
Muito ótima!

O buffet também conta com muitas opções de salada e outras coisas que se encontram em quase todo lugar (feijão preto, arroz branco, batata frita, etc) e exclusividades, como o arroz de frango com pequi e açafrão, e moela de galinha (que não é lá essas coisas todas, mas cujo molho eu tive que repetir de tão delicioso).

Há também uma área especial com doces mineiros (que podem ser comprados em potes de meio quilo por um preço que eu vou ter que perguntar depois porque esqueci mói da pressa). “Quase 30 tipos!”, disse orgulhosamente o dono.
Entre os que notei, os que me chamaram atenção foram o doce de leite com kiwi (meio estranho, mas eu repetiria para tirar a prova), ambrosia, doce de casca de laranja e o carro-chefe das sobremesas, o doce de queijo (que minha mãe achou “rançoso”, mas eu aprovei e ainda comi outra bolinha).

No cardápio consta a cachaça Néctar do Cerrado, que eu tenho em casa e digo que é boa.
Achei pouco só essa, mas como é um restaurante pequeno, de alta rotatividade e que só abre para o almoço, já é demais que vendam uma.

Já à mesa, percebi que o dono fica fazendo a ronda, indo de mesa em mesa perguntando se alguém precisa de alguma coisa. Aliás, o sujeito é bastante ativo e quase onipresente no lugar. A esposa dele é mais reservada e ficou quase o tempo todo no caixa.
A propósito, ambos são mineiros.

Finalizando, um ambiente bacana com comida muito boa e com preço razoável.
Minha dica derradeira: antes de ir embora tome um café com rapadura (que quanto mais preta, mais mole) para completar o festival de degustabilidade mineira.

Ah, os detalhes...

Ah, os detalhes...

P.S. vou tentar, pelo menos duas vezes por mês, revisar restaurantes “pese e pague”, mas só os bons…

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7 Respostas para “Mina d’água – self service

  1. É bom mesmo. Só é ruim que dá vontade de comer muito. E é obrigatório terminar com um docin com um queijo e goiabada.

    Temos que ir no festival do cordeiro do sal e brasa!

  2. Igor adoramos o jeito como você escreve, minha esposa apesar de reservada, deu boas risadas.
    Eu fiquei muito feliz com seus comentários sobre o nosso Mina d’ Água. Gostariamos de vê-lo nos visitando novamente, e que da próxima vez você se apresente. “Vai ser um trem bão demais te conhecer sô.”

  3. Realmente o Mina d’Água é excelente. Faço côro à crítica feita. Vale muito a pena comer lá.

  4. A última vez que fui lá faz pelo menos uns 6 meses, mas, sobre essa questão do cartão de crédito / débito, conversei com eles na ocasião.

    Achei estranho um self-service não aceitar cartão, mas explicaram que decidiram não utilizá-lo devidos às altas taxas de administração cobradas. Fiquei muito satisfeito com a sinceridade e a preocupação em não “repassar” aos clientes esse tipo de cobrança.

    Na realidade, quem vai lá uma vez, sempre reserva umas notas na carteira pra comer aquela salsicha catarinense com pimenta biquinho! (nunca me esqueci de tão bom!).

  5. Minha mãe era mineira e sabia fazer todos os 319 pratos tradicionais das Minas Gerais. Logo, passei meus 23 anos iniciais comendo tudo o que é oferecido nesse restaurante. Já fui lá, e pretendo voltar de vez em quando pra lembrar do doce de queijo, minha sobremesa de muitos sábados.

  6. Odoro o mina dàgua!! Ótima comida e donos super bacanas!!

  7. Rafael Bezerra

    Deveria haver mais gente como você nesta cidade! Como não tenho carro (e estou ao ponto depois de 15 minutos em baixo do sol), dependo de informação para “descobrir” os lugares certos (e nada óbvios) para comer direito em Natal. Espero que audiência o motive, pois, depedendendo de mim, você a terá.

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