Temaki Lounge

Local: na Afonso Pena, em frente ao Dulce France (no nosso cardápio em breve), 625, Petrópolis.

Telefone: (84) 3201-0765 / 8831-0765

Horário: a partir das 19hs, de segunda a quarta-feira até meia-noite e de quinta-feira a sábado até uma da manhã.

Estacionamento: muita vaga mas só na rua, sem flanelinha no dia que eu fui, mas deve ter um agora (ponto estratégico).


A melhor comida japonesa da cidade

A melhor comida japonesa da cidade.

Em primeiro lugar, para deixar claro, apesar do nome lá não tem temaki.

Mudando um pouco a ordem hoje, começarei pelo diferencial do lugar: a comida. Completamente espetacular!

Comecei a noite com um fried salmon que nada mais é que salmão, crocante por fora e levemente aquecido por dentro, com molho tarê, salsinha e azeite como ingrediente ativo.
Djilícia!

O segundo prato foi um “especialidades 10”: prato para degustação de cinco pares aleatórios dos sushis especiais da casa.
Um enrolado numa folha de acelga não fez muito por mim e eu achei um de enguia flambado no uísque meio nada-a-ver, mas um com salmão, cream cheese e morango é totalmente recomendável.

Contudo a estrela do prato foi o shimeji jô (que apesar do nome não veio com cogumelo shimeji mas com shiitakke). Um invólucro parecido com massa de panqueca porém crocante, com um recheio de mistério, quase doce e com tons bananais (sério, acho que tinha banana dentro) e absolutamente revestido de cogumelo.
Antes de comer eu dei uma cheirada e fui imediatamente transportado para a poltrona semirreclinável de um 737 já pressurizado. O danado tem um cheiro molecularmente idêntico ao de um interior de avião mas é ultramaximegaótimo! Tão bom que pedi para reprisarem quando pedi o segundo “especialidades 10”.

“O melhor sushi de Natal”, palavras de uma conhecedora.

Sabe uma sensação que dá quando quase se morre? Tipo quando o sujeito escorrega de um precipício mas se recupera rapidamente ou atravessa uma rua sem prestar atenção e sente apenas a turbulência de um ônibus que passou a mil por hora? A morte baforou no seu pescoço mas não com força suficiente? Queria fazer uma analogia dessa sensação com o atendimento, mas acho que não vai funcionar.
O serviço estava deixando a entropia tomar conta e os garçons estavam meio confusos, mas não creio que isso ocorra todos os dias (para o bem do estabelecimento é bom que ontem tenha sido uma exceção).

Na entrada, fomos escoltados por uma recepcionista, o que, devo confessar, me deixou extremamente desconfortável. Me senti adentrando uma seita.
A hostess, prostrada frente à porta, só a abriu quando confirmamos quantos seríamos e disse, numa inflexão entre o ultraformal e o tenebroso (imaginem Zé do Caixão de fraque) “eu os acompanharei até a sua mesa” e quase nos coagiu a sentar onde ela queria que sentássemos. Eu achei isso particularmente estranho, mas tudo bem porque na saída ela foi cordial e conversou num tom natural conosco enquanto eu finalizava minhas anotações do lado de fora.
Novamente espero que seja uma exceção, a luz estava meiada, reforçando a minha idéia inicial de que estava numa reunião de um culto secreto nefasto.

Paguei dezessete reais no salmão e trinta em cada prato degustação.
Acho isso caro pela quantidade, mas razoável pela qualidade (mais uma vez, fantástica).
O sushizeiro (que dobra como gerente) trabalhou no Soho, melhor casa de sushi da Bahia, segundo informações colhidas ontem mesmo.
Não preciso dizer para o público que acompanha meus outros blogues que essa informação isolada não sustenta o argumento, mas tendo trabalhado onde quer que seja, o cabra sabe cortar um peixe e preparar um prato memorável.

Do meu ponto de vista, o preço e qualidade fazem do restaurante um lugar não para o dia-a-dia (ou para a celebração de eventos mundanos como: “Óia, parei de soluçar! Isso pede uma comemoração!”) nem para se ir festejar coisas importantes como uma passada no vestibular ou um nascimento do filho (para isso existem locais melhores na cidade, comentados aqui futuramente), mas para comemorações médias, como um aniversário de namoro ou a compra de um celular invocado que já vem com GPS.

Não posso comentar da consistência da comida pois foi minha primeira visita, mas voltarei sem dúvidas.
Os frequentadores me pareceram do tipo de gente que sabe falar baixo mas não se importa de ser visto bebendo uma cerveja num bar. Todavia é cedo para comentar, tendo ido só essa uma vez.

Local com ar-condicionado mais uma área aberta mais para dentro (que não estava funcionando por causa da falta de luz confiável), exclusivamente não-fumante.

Não tenho uma dica aqui, apenas recomendo que peçam o “shimeji jô” e não o cheirem.

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Uma resposta para “Temaki Lounge

  1. Os proprietarios que se cuidem … dei muita risada lendo seus comentarios e to com vontade de ir, so por causa deles. 🙂

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