Local: Prudente de Morais, numa galeria na esquina com a Amintas Barros (a rua do Mangai), entre o Galileu e o Center Carnes. A frente é bem iluminada, dá para notar logo.
Telefone: (84) 3206-2551
Horário: de terça-feira a domingo, das 18hs até meia-noite, indo até 1 da manhã nas sextas-feiras e sábados.
Estacionamento: na calçada recuada da galeria onde se encontra, mas geralmente já quase cheio, com segurança (da casa), sem flanelinha.
O lugar está fazendo muito sucesso e eu acho que grande parte disso se deve à fachada, um oásis de luz num mar de penumbra. Notem:
O ambiente é fechado, com ar condicionado (mas com cinco banquinhos do lado de fora para a conveniência dos fumantes que podem continuar em contato visual com o resto da mesa, pois a parede da entrada é toda de vidro).
Quatro ou cinco mesas pequenas (para quatro) e o mesmo número aproximado de mesas maiores (para até seis pessoas sentadas confortavelmente).
Lá eu comi um salmão mais macio que pão novo.
O nome não é dos mais atrativos (shake karay) mas se visualmente já chama atenção, posso garantir que o sabor é um desmantelo.
O prato consiste em tirar finíssimas de salmão da espécie Salmo desmanchandius com azeite, teriyaki (ou tarê), aroeira (pimenta rosa) e um gostinho que me lembrou capim-limão mas que na verdade era cebolinha.
Ei-lo:
O diferencial do Takami é a fineza das comidas. O melhor sushi ainda é o do Temaki Lounge, mas enquanto lá você paga por cada neurônio que é ativado na boca, no Takami a conta é surpreendentemente baixa, enquanto a qualidade é favoravelmente comparável (se o Temaki for 100, o Takami é 97,5). Logo, a relação custo/benefício do Takami é ordens de magnitude maior.
Eu já fui lá duas vezes e a consistência também é um ponto forte.
Quando for lá, peça algum prato que contenha gunkan crocante.
Sério, peça mesmo. Se achar ruim, eu deixo você dar na minha cara!
O salmão skin é feito quase na hora e vem ainda crocante e com gosto de peixe frito de praia. O melhor da cidade, sem dúvida (até minha namorada que não suporta couro de peixe gosta do skin de lá).
Os hot rolls também me fariam pegar um ônibus para ir lá comer mais.
O mini-temaki não me agradou muito. Achei a alga muito tapete-de-academia, mas deve ser por causa da razão área/volume. No temaki grande, a alga pareceu mais fina.
A clientela pode se tornar meio zuadenta, mas isso é mais efeito reverberatório da paralelidade das paredes nuas do que barulho emitido (e sempre tem uma musiquinha não-japonesa boa tocando).
Na primeira vez em que fomos, eu e minha namorada pagamos R$66 e na segunda R$57.
O atendimento foi razoável da primeira vez (muita gente, um garçom faltou) mas bem melhor nessa última.
Eu gostaria de ter tirado uma foto da sobremesa, mas não deu tempo. A mão que controla a câmera achou que a mão que controla o garfo tinha o mínimo de educação e não iria partir para cima do (incrivelmente delicioso) tempurá de sorvete de maneira tão afoita. Ela estava enganada.
Mas agora ela sabe melhor e da próxima vez que eu for, vou esperar a sobremesa em pé, longe de mesa, e vou usar zoom.
Bárbara, a proprietária, me disse que o sorvete de abacaxi do tempurá tinha sido comprado por engano e estava sendo testado.
Daniel, o proprietário, me garantiu que comprou o sorvete certo e que sabia que iria agradar.
Eu, frequentador, digo que sempre que for lá, vou pedir a sobremesa com o sorvete certo comprado por engano. Abacaxi sempre!




4 respostas Até agora ↓
guilhermeatencio // 13/09/09 às 18:19 |
Ha!
Eu e a patroa discutindo onde comer sushi hoje de noite e vejo que tu postou isso. Pena que é meio longe, senão ia lá conhecer…
Eduardo // 17/09/09 às 12:36 |
Para mim o unico ponto negativo é a falta de um rodizio.
A maioria dos sushis de natal tem rodizio embora caros acima de R$40,00 por pessoa.
Igor Santos // 17/09/09 às 16:47 |
Ao Der Spiegel: tá liso, diga!
Guiomar Cristina Macedo Santos // 12/10/09 às 01:17 |
Parabéns !
Muito deliciosa a comida japonesa ,
o ambiente tudo muito aconchegante.
todos estão de parabéns pelo sucesso.
Estou feliz por ser perto onde moro.